ídolos - personas

personas – Ídolos

Imago / máscara

Projeto de pinturas – work in progress

 

Ídolo. Um ídolo (do grego antigo εἴδωλον, “simulacro”, derivado de εἶδος, “aspecto”, “figura”) é, originalmente, um objeto de adoração que representa materialmente uma entidade espiritual ou divina, e frequentemente é associado a ele poderes sobrenaturais, ou a propriedade de permitir uma comunicação entre os mortais e o outro mundo. A idolatria é, portanto, a prática de adoração de ídolos.

 

Na atualidade, especialmente após os avanços tecnológicos do século XX que permitiram maior acesso da pessoa comum a trabalhos de artistas, políticos, e personalidades importantes, o termo “ídolo” expandiu-se da esfera divina para a esfera humana. É lugar comum a menção de pessoas famosas ou de destaque em sua área de atuação profissional como “ídolos”, personalidades que se tornam, por meio da aclamação popular espontânea ou pela atuação direta da própria mídia, objetos de adoração e devoção não religiosa.

Persona, no uso coloquial, é um papel social ou personagem vivido por um ator. É uma palavra italiana derivada do Latim para um tipo de máscara feita para ressoar a voz do ator (per sonare significa "soar através de"), permitindo que fosse bem ouvida pelos espectadores, bem como para dar ao ator a aparência que o papel exigia. A palavra latina deriva da palavra etrusca "phersu", com o mesmo significado, e seu significado no último período Romano foi alterado para indicar um "personagem" de uma performance teatral.

Imago. A palavra latina imago ganhou no ocidente um variado número de sentidos no decorrer dos séculos. A teologia cristã refere-se à imago Dei como a imagem de Deus semelhante à qual os humanos foram criados, e com que devem esforçar-se por se conformar. A expressão imago mundi remete para a ideia religiosa de uma ordem cósmica. E, já no século XX, a psicanálise introduziu o conceito de imago para se referir à imagem idealizada de alguém (normalmente um parente), formada na infância e que se mantém inconscientemente na idade adulta, como uma espécie de Eu ideal. Imago, em latim, etimologia da palavra imagem, designa a máscara mortuária levada nos funerais da antiguidade romana. A imagem é então espectro ou alma.

A arte desde os primórdios está diretamente ligada à morte, pois tenta constantemente compreendê-la  e conviver com a sua presença. Criar, inventar, fruto de uma curiosidade infinita sobre a natureza é também uma tentativa de imortalidade. A pintura de retratos e sua história tem uma ligação mais que direta com as questões da morte, da preservação da imagem, do corpo, da presença de ausência, da memória. A impermanência desses rostos, de memórias, de histórias, casas, afetos e da própria pintura estão dentro da variância do mundo.

Imago/Mask

Painting Project – work in progress

Idol. An idol (from ancient Greek εἴδωλον, “simulation”, derived from εἶδος, “aspect”, “figure”) is, orginally, an adoration object, the concrete representation of a spiritual or divine entity, and is frequently associated to supernatural powers or the ability of allowing communication between this world and the afterlife. Idolatry is, therefore, the practice of worshipping idols.

Nowadays, especially after the advances of technology throughout the 20th century that allowed people to have easy access to works of art, their authors, artists, politicians and celebrities, the term idol has expanded from the divine to the mundane.  It is common to refer to famous people or to someone who is admired in their field as idols – individuals who become objects of non-religious devotion or worship through popular appeal or by some direct action of the media.

 

Persona, colloquially speaking, is a social role or character played by an actor. It is an Italian term derived from Latin for a kind of mask through which the actor`s voice would sound (per sonare means literally "to sound through"), allowing the performers to be heard by the audience. It also helped to change the appearance of the different characters accordingly. The Latin word probably derived from the Etruscan word "phersu", with the same meaning which in the latter Roman period changed to indicate a "character" of a theatrical performance.

 

Imago. The Latin word imago, in the West, has been associated with a series of meaning along the centuries. Christian theology refers to Imago Dei as the image of God, similar to the one humankind was created, and to which we should look up. The expression imago mundi refers to the religious idea of a cosmic order and, in the 20th century, psychoanalysis came up with the concept of imago as the idealized image one has of a person (such as a relative), usually created during childhood and that remains subconsciously in their mind till adulthood, as some sort of ideal self. Imago, in Latin, being the ethymologic origin of the word image, refers to the death masks used in Ancient Rome funerals. Image is, therefore, a specter or soul.

 

Since its beginnings Art has been connected to Death, as it is constantly trying to understand death and live with its presence. A creation, an invention, coming from an endless curiosity about nature, is also an attempt towards immortality. The painting of portraits and their stories are directly connected with the subject of death, of keeping the image, the body, the presence and absence, the memory. The impermanence of these faces, of memories and stories, houses, affections and the paintings themselves are placed within the variability of the world.